O inspector do Ministério das Obras Públicas, Euclides de Carvalho, defendeu hoje, sexta-feira, a necessidade de revisão da legislação angolana sobre segurança, higiene e saúde no trabalho.

Falando aos presentes, no seminário sobre Planeamento, Organização e Segurança em Obras, Euclides de Carvalho afirmou que a revisão da legislação vai aumentar o grau de eficácia no combate a sinistralidade laboral, promovendo o controlo rigoroso quanto ao cumprimento das prescrições legais.

Em sua opinião, o actual quadro legal sobre a segurança e higiene nas obras de construção civil ainda não é o mais adequado, face a actual evolução que o sector regista.

Segundo o arquitecto do Ministério das Obras Públicas, a legislação em vigor não regula convenientemente algumas situações, daí que a segurança não é vista como uma componente intrínseca das actividades de projecto/obra.

“Os elevados custos sociais e económicos originados pelos acidentes de trabalho e doenças profissionais na construção, exigem que se reconheça de forma efectiva a importância da implementação da coordenação de segurança e saúde, quer durante a concepção e elaboração dos projectos ou durante a fase de execução dos trabalhos”, afirmou Euclides de Carvalho.

Para sí, a situação de acidentes nas obras ocorre devido a inexistência ou fraca legislação sobre segurança nos estaleiros de obras, falta de formação técnica e de consciencialização dos trabalhadores, assim como o reduzido número de especialistas nas áreas de segurança no trabalho.

O seminário sobre Planeamento, Organização e Segurança em obras, organizado pelo Governo da Província de Luanda (GPL), realiza-se a propósito dos 433 anos da capital de Angola, assinalado a 25 de Janeiro.

in Agência AngolaPress

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Comments

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    Isaac Francisco // March 26th, 2009 at 08:37

    Porque Angola não tem uma universidade para a formação dos Técnico de Segurança no trabalho

  2. 2
    TSSHT // March 26th, 2009 at 08:59

    Olá Isaac.
    Ora aí está uma boa questão. Julgo que a seu tempo virá a instituição, universidade ou escola que reclama. Angola, como saberá melhor do que eu, esteve mergulhado durante anos em guerras, primeiro colonial e depois civil, que em nada favoreram o desenvolvimento sócio-económico daquele país. Contudo, apesar dalguns contratempos que se perpétuam, a situação tende a melhorar. Pelo que sei, têm sido assinados protocolos entre o governo angolano e o português que envolvem instituições de ensino. A ideia, tanto quanto julgo saber, é tentar garantir o arranque de muitos processos formativos de que angola carece. Pode ser que a Segurança no Trabalho seja um próximo passo.

  3. 3
    Osvaldo Bravo // August 10th, 2009 at 16:13

    Sou técnico de Segurança e Higiene no Trabalho nivel III, fi-lo em Portugal, estou em Angola e inscrito no MAPESS.
    Pretendo contribuir de forma directa Para a melhoria das condicões de trabalho na qual os Angolanos desenvolvem as suas actividades laborais, proporcionando-lhe deste modo, um aumento progressivo e sustentado quer em quantidade como em qualidade de vida. O País precisa de Quadros nesta área mas, sinto-me sub-aproveitado, pos não consigo enquadramento no estado.contrastando com as Grandes necessidades do Pais em matéria de SHST.

  4. 4
    Severino Cataleco // September 9th, 2009 at 18:32

    Se com como Tecnico de seguranca, saude e meio ambiente ke sou, nao vejo melhorias no sistema de emprego, isto e as empresas e a entidade do estado encarregue para fiscalizacao pouco ou nada fazem. Como vou esperar por uma Fauldade com esta especilidade,porque

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    Isaac Francisco // January 12th, 2010 at 15:24

    Pessoalmente tenho sonhado há muito tempo para ser um técnico nesta área, se por acaso haver a possibilidade de termos a faculidade então farei tudo para me emquadrar.

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    Paulo Hurst // April 16th, 2010 at 11:23

    Boa tarde caros senhores,

    Depois de uma longa e cansativa pesquisa pela internet, encontrei este blog, que penso poderá servir para colocar algumas questões relativamente a aplicação de regras de SHST. Passo a explicar:
    - Comecei a trabalhar numa empresa que trata excencialmente, de digitalização de documentos e preta serviços para alguns organismos de estado. Portanto lidamos com imenso papel e ai reside a minha principal preocupação, uma vez que tratamos de arquivo morto e as condições de armazenagem e manutenção do papel que o constitui são desconhecidas. Dada a antiguidade destes documentos e do seu estado precario, tenho em mente que o modo de o manter longe de insectos e de roedores foi espalhar quimicos para prevenir tais situações… aqui começa a minha real preocupação, de que modo poderá quem trabalha estes documentos sair afectado? Temos a acumulação de quimicos, poeiras, fungos…que em meu entender constituem risco para a saude!
    Como poderei obter legislação aplicavel em Angola? Já encaminhei um mail ao MAPESS, que não me foi respondido e já lá vão 2 semanas. Como poderei criar normas que se enquadrem ao tipo de trabalho?

    Solicito a vossa ajuda,pois tenho uma equipa dee 19 pessoas a trabalhar sem luvas, mascaras ou batas e só consigo algo dos meus superiores se apresentar também argumentos que suportem a minha pretenção!

    Com os melhores cumprimentos,

    Paulo Jorge Hurst

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